Igreja Batista Regular Ebenézer

"Até aqui nos ajudou o Senhor!"

Café com André 12/02/2015

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Vamos começar nossa conversa hoje entrando logo com os dois pés. Vejam este gráfico que apareceu na minha linha do tempo esta semana:

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Vamos pensar sobre ésta “versão” dos eventos.

1) Não sei se a pessoa pensou que este pensamento fosse original, mas não é. A ideia de ver Satanás como vítima de um Deus malvado é tão velha quanto…bem…quanto a rebelião de Satanás.

2) Vamos falar sobre Deus. Ele é o maior Ser no universo, infinito, existindo além do tempo e da matéria, cujo poder não tem limites, a não ser os que são postos pelo seu próprio caráter (Ele não pode mentir, não pode criar uma pedra que Ele mesmo não consegue levantar, etc). Sendo assim, não existe nem a possibilidade remota de Ele ser “inseguro de si”.

3) O Deus descrito nas Escrituras não precisa formar um “clubinho” só para os amigos, já que existe plena comunhão entre as três pessoas da Trindade. A existência dos anjos (e a nossa) é puramente para a sua glória–não por causa de alguma espécie de solidão da parte dele.

4) Arrogância consiste me achar mais do que os outros. No caso de Deus, Ele não se acha maior do que os outros. Ele é maior do que os outros. Todos os outros.

5) O Deus que criou os anjos tem o direito de exigir certos comportamento deles, da mesma forma que você quer que algo que é seu (ou que você comprou, ou que você fez) funcione do jeito que você quer.

6) Com certeza você se sentiria totalmente justificado em dizer “minha casa, minhas regras”. E porque não? Mas você vai dizer que Deus não pode? E depois vai acusar Deus de ser “arrogante”?

Próximo?

Palavras Cruzadas

Na semana passada, o presidente norte-americano Barak Obama assistiu a um evento anual nos EUA, “The National Prayer Breakfast” (mais ou menos “Café Nacional de Oração), onde líderes religiosos e políticos do país se reúnem para falar sobre temas de fé, e orar pelo país. No seu discurso, Obama fez a seguinte declaração sobre as barbaridades do grupo ISIS:

Vemos o ISIL, uma seita brutal da morte que, em nome da religião, comete atos de barbarismo horríficos–aterrorizando minorias religiosas…sujeitando as mulheres a estupro como arma de guerra, e vestindo o manto de autoridade religiosa por tais atos. (tradução minha)

Até aí tudo bem. Mas as suas próximas palavras causaram uma polémica tremenda no país:

E para não subirmos num pedestal ao pensarmos que esse tipo de coisa é singular para algum outro lugar, lembrem-se que, durante as Cruzadas e a Inquisição, pessoas cometeram atos terríveis em nome de Cristo.

Esta afirmação deixa qualquer um de boca aberta. Representa não somente um entendimento equivocado das Cruzadas (e até da Inquisição), mas demonstra uma fraqueza de liderança contra a maior ameaça dos nossos dias–o terrorismo islâmico.

Primeiro, alguns pontos sobre as Cruzadas e a Inquisição:

* As Cruzadas aconteceram num contexto de mais de 400 anos de agressão islâmico na Europa. Veja ao gráfico deste vídeo:

* No início da primeira cruzada, houve um grupo de cavalheiros “avulsos” e camponeses, membros da chamada “Cruzada do Povo”, que atacaram comunidades judias na Europa e mataram muitos. Porem, o Papa Urbano II e toda a liderança da Igreja condenou isto nos termos mais fortes, e sempre quando puderam os bispos deram refúgio aos judeus –fato ignorado nos dias de hoje.

* A civilização islâmica daquela época não era pacífica, nem avançada. Os cavalheiros da primeira cruzada eram capazes de derrotar exércitos muito maiores do que eles por causa de sua tecnologia mais avançada (ex. a balestra), e a desunião entre os as forças islâmicas. Muito se fala da brutalidade dos soldados europeus (e houve), mas nada se compare com a brutalidade dos muçulmanos.

* Quanto à Inquisição–com certeza um capítulo terrível na história–matou 3,000 pessoas ao longo de três séculos. Isso chega a ser 10 pessoas por ano, ou seja, menos uma vítima por mês. No dia 11 de setembro de 2001, em um dia morreram um número quase igual, vítimas do “jihad” islâmico.

Com tudo isso, talvez a melhor resposta ao presidente foi feito pelo Bobby Jindal, governador do estado de Louisiana:

A ameaça medieval cristã está sob controle, Sr. Presidente. Por favor encare a ameaça islâmica de hoje.

Com tudo isso, talvez a pior parte do discurso do presidente foi esta:

Eu creio que o ponto de partida da fé é a dúvida.

Os irmãos da Ebenézer irão entender logo o erro desta frase. Como diz o escritor norte-americano Al Mohler, “Presidentes fazem péssimos teólogos.”

Ufa…depois de tudo isso, está na hora de um

Intervalo musical

Que tal uma musiquinha brasileira para acalmar os nervos?

Não Entre na Água!

Uma adaptação da mensagem pregada no dia 8 de fevereiro pelo Pastor André Comings, na Igreja Batista Regular Ebenézer.

Texto: Hebreus 1:7

Introdução

Vivemos em dias onde a definição da palavra “fé” é banalizada e distorcida até ao ponto de não ser reconhecida mais. Pessoas afirmam ser “pessoas de fé”, sem demonstrar nenhuma fidelidade. São como fãs de futebol que se dizem torcedores do Flamengo, e não acham incoerente uma bandeira do Vasco pendurada no quarto.

Então hoje vemos o espetáculo de políticos que começam suas assembleias com oração, visitam igrejas para ganhar os votos “dos crentes”, e fazendo decisões totalmente contrários à Palavra de Deus e suas leis, ao mesmo tempo participando numa roubalheira sem precedentes históricos.

Hoje vemos pessoas que vivem abertamente flagrando as leis de Deus quanto ao relacionamento físico—”deixando o uso natural”, como diz Romanos 1:27—e ao mesmo tempo querendo a bênção de Deus na forma de casamento no seu “relacionamento”.

Hoje o que não falta são pregadores que se dizem servos de Deus, mas pregam heresias e usam a Igreja como sua “caixa 24 horas” pessoal.

Hoje existem pessoas que estão nas igrejas todos os domingos, mas praticam a desonestidade e a corrupção nos seus lugares de trabalho e diante do governo.

Hoje observamos homens que se gizem tementes a Deus, mas cujos hábitos na internet e diante da TV não tem nada a ver com a pureza de Deus, e que não se preocupam de forma alguma em transmitir as verdades de Deus às suas famílias.

Hoje, mães ensinam seus filhos a obedecer e se comportar, e passam a semana enchendo suas cabeças com novelas, e suas conversas com fofocas.

Hoje é comum ver as palavras “Bênção de Deus” num adesivo num carro do ano, mas este gratidão não se reflete na hora colaborar com a obra de Deus.

Em fim, hoje há pessoas que se dizem ter fé, porem as suas ações demonstram que não se importam com as claras advertências de Deus contra as atividades e atitudes pecaminosas alistadas em cima.

Deus, na sua Palavra, não deixa brecha para tal definição equivocada de “fé”. De fato, Ele moveu o autor de Hebreus a escrever um capítulo inteiro detalhando as características de fé, vistas nas vidas de alguns dos grandes patriarcas do Antigo Testamento.

Até este ponto em nosso tratamento deste capítulo, temos visto que é necessário que uma pessoa de fé creia que Deus existe (11:3), e—através das vidas de Abel e Enoque—que creia no seu poder, na sua bondade, e na sua justiça (11:4-6).

Agora, em verso 7, usando Noé como exemplo, o autor de Hebreus vai nos alertar da importância em crer, de verdade, nas advertências de Deus. Aqui veremos mais três características de um homem (ou mulher) de fé.

1. Um homem de fé leva a Palavra de Deus a sério.

Noé foi “divinamente avisado das coisas que ainda não se viam.” Especificamente, Deus falou para ele que teria chuva. Muita chuva. Agora, sabemos pelo relato em Gênesis que chuva era coisa inédita naquele tempo. Nunca houve antes.

Então, para Noé crer em Deus, ele precisava rejeitar a lógica equivocada que diz “Deus nunca fez antes, então não vai fazer nunca.”

De cara, podemos ver a fraqueza desta linha de pensamento. Quantas vezes na história podemos pensar em coisas que aconteceram pela primeira vez.

“Sr. Magalhães, nunca ninguém circum-navegou o mundo, então com certeza você não vai.”
“Sr. Santos Dumont, nunca ninguém inventou uma máquina que voasse. Não seja bobo!”
“Sr. Presidente Roosevelt, os japoneses nunca atacaram os EUA antes. Isso não existe.”
“Sr. Neil Armstrong, ninguém jamais andou na lua. Desista dessa idea louca!”

E assim vai. Todas estas coisas—que nunca aconteceram antes—agora fazem parte da história.

E quando Deus diz que vai fazer algo, é garantia absoluta. E quando Deus falou para Noé que ele ia enxaguar a terra, Noé levou essa advertência muito a sério.

Agora, estou já ouvindo alguém se queixar: “Pois bem, Pastor, então quando Deus fala comigo da forma que ele falou a Noé, também irei levar muito a sério.”

Insentato! (para usar o termo bíblico)

Você tem nas suas mãos a Palavra inspirada de Deus (II Tim. 3:16), e suas páginas estão cheias de advertências, destinadas especificamente a você. Não acredita? Dê uma lida nestas passagens: Ezequiel 18:20, II Pedro 3:9, Gálatas 6:7, Apocalipse 21:8, II Coríntios 5:10. Não é que as advertências não existem. É que você não crê, e de fato não quer crer—seja um incrédulo que ignora seu destino eterno, ou um “crente” que vive como se nunca terá que prestar contas diante de Deus.

2. Um homem de fé é temente a Deus.

O texto nos diz que Noé, “sendo temente a Deus, preparou uma arca”. Não foi o suficiente acreditar—intelectualmente—na advertência divina. Noé colocou sua fé em ação e construiu uma arca. Em outras palavras, sua fé resultou em obediência. Nisto ele demonstrou a verdadeira sabedoria (Provérbios 7:1)

Olhando para o texto em Gênesis novamente, vemos dois aspectos importantes desta sua obediência:

1. Ele obedeceu imediatamente. Assim que Noé ouviu e entendeu a advertência, ele prosseguiu a cumprir o que Deus tinha ordenado.

2. Ele obedeceu completamente. Noé não chegou com um “plano b”, não procurou um caminho melhor. Ele construiu a arca completamente, da forma que Deus queria, custar o que custar.

Como pai, tenho observado um fenómeno interessante dos meus filhos. Em um determinada tarde, chego na sala e vejo os dois assistindo vídeo games e assistindo TV. Olho ao relógio e vejo que já chegou o tempo para eles estudarem. Falo “meninos, desligam a TV e os games, está na hora de estudar”. É impressionante como, nesta hora, surgem outras coisas urgentes que precisam ser feitas. É uma necessidade súbita de ir ao banheiro, uma fome que não existia antes mas agora precisa ser saciada antes de poder estudar, uma preocupação com o bem estar do gato…em fim, tudo, menos fazer o que mandei.

E como sempre, meus filhos ilustram para mim o que tantas vezes faço com Deus. Vejo uma advertência na Sua Palavra, e logo quero barganhar. Creio que seja parte da natureza caída do ser humana—e tem consequências desastrosas.

Deus é misericordioso, e muitas vezes age com paciência para com os homens. Porem, Provérbios 29:1 contem uma advertência que deve causar todos a refletirem:

“O homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente sem que haja cura.”

3. Um homem de fé é salvo.

Qual foi o resultado final da fé do patriarca Noé? O final do verso nos diz: “…e tornou-se herdeira da justiça.”

A salvação de Noé teve dois aspectos: 1) Ele foi salvo da ira de Deus (na forma do Dilúvio), e 2) Ele foi salvo para um relacionamento com Deus. Ele se tornou herdeiro—que implica um relacionamento de Pai e filho.

Muitas vezes tenho usado o exemplo de uma pessoa sendo levado por uma correnteza na direção de uma cachoeira enorme para ilustrar a salvação. Deus é como um homem estende a sua mão e o tira do rio, nos salvando do perigo.

Mas, é muito mais do que isso. Para ter uma visão mais completa da nossa salvação, a pessoa que tirou o homem do rio depois teria que adotá-lo como filho e fazé-lo herdeiro de todos os seus bens. E para ser mais interessante ainda, o homem que foi salvo antes seria o inimigo mortal do homem que o salvava.

O ponto que o autor de Hebreus está fazendo aqui é este: que quem ouve as advertências de Deus, e deposita sua fé em Cristo, é salvo da ira de Deus (Romanos 8:1), e feito filho de Deus (João 1:12, Romanos 8:17).

Conclusão

Quando eu era adolescente, nossa família ia uma ou duas vezes ao ano a um parque ecológico que ficava duas horas de onde morávamos. Neste parque havia um rio com uma correnteza forte, e várias cachoeiras grandes, altamente perigosas. A beira do rio existia muitas placas avisando “Perigo! Proibido entrar na água!”

Uma vez passamos um grupo de pessoas. Uma mulher entrava na água. Seu marido mostrou para ela a placa, e disse que não era para ela fazer isso. Ela respondeu “essa placa serve para outras pessoas, não para mim.”

Quantas vezes lemos as advertências da palavra de Deus, e pensamos “isso serve para os outros, não para mim”? Os resultados desta linha de pensamento são desastrosos.

Café com André: 07/02/2015

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Vamos começar o dia acabando com um mito popular: que, para ser uma pessoa “de fé”, seja necessária abandonar a razão e a ciência. De cara, essa ideia não tem fundamento, pois os Cristãos adoram ao Deus que criou a ciência.

Mas, este mito persiste…e programas como esse fazem a propaganda:

Na vida real, porem, a história é diferente. Veja, por exemplo, este artigo sobre o Charles Townes, inventor do laser, e cristão convicto. Caso não tenha tempo para ver o artigo completo, alguns trechos interessantes:

Religião e fé, disse ele em uma entrevista de 2005 ao jornal da Universidade da Califórnia em Berkeley, têm “um significado muito profundo para mim: eu sinto a presença de Deus. Eu sinto essa presença na minha própria vida como um espírito que, de alguma forma, está comigo o tempo todo”…

“Muitas pessoas não percebem que a ciência, basicamente, envolve pressupostos e fé. Mas nada é absolutamente comprovado”, declarou ele na época. “Coisas maravilhosas, tanto na ciência quanto na religião, brotam dos nossos esforços alicerçados em observações, hipóteses atentamente pensadas, fé e lógica”.

“De alguma forma, nós, seres humanos, fomos criados à semelhança de Deus”, disse ele ao jornal da Universidade da Califórnia em Berkeley. “Nós temos o livre arbítrio. Temos independência, podemos fazer e criar coisas e isso é maravilhoso. E, à medida que aprendemos mais e mais, vamos reforçando mais ainda esta nossa característica. Que tipo de vida nós vamos construir? É sobre esta questão que o universo é aberto. O propósito do universo, penso eu, é presenciar este desenvolvimento e permitir que os humanos exerçam a liberdade de fazer coisas que tragam bons resultados para eles e para o resto do mundo”.

Claro que um cientista cristão não seja novidade. Quase todas as grandes descobertas antes e durante a chamada “renascência” foram feitas por homens de fé—uma boa parte deles padres ou monges—em mosteiros ou universidades fundadas por cristãos. Fica evidente que, a idea que o cristianismo e a ciência são incompatíveis é uma grande mentira.

E falando em mentiras…

…as piores são as que contamos a nós mesmos. No blog To Show Them Jesus (link em inglês) a escritora Christina Fox relata três mentiras que um crente pode contar a si mesmo:

“Eu consigo tudo sozinho.”

“O jeito que sinto agora reflete a realidade.”

“Quando algo ruim acontece, é porque Deus está me punindo.”

“A vida não tem esperança.”

“Eu nunca serei feliz a não ser que ______________ acontece.”

E aí, quais são as mentiras que você conta a si mesmo?

A Múmia e a Bíblia

Algumas semanas atrás, falei na igreja sobre a descoberta de uma múmia no egito cuja máscara foi feito de vários textos antigos, inclusive textos bíblicos. Um destes textos parece ser o mais antigo já descoberto:

Os cientistas acham que a origem do papiro remonta o primeiro século de nossa era, entre o ano 80 e 90 d.C., o que representa uma grande novidade. Até então, as cópias mais antigas datavam do século II depois de Cristo.

Isso representa uma grande dificuldade para aqueles que acham que os evangelhos foram escritos muito depois dos eventos ocorridos, e representa mais uma vez que a arqueologia confirma o texto bíblico.

Como se Escreve?

Quarta feira, no culto de oração, um estudo em Provérbios 12:16 levou a uma conversa sobre como reagimos às pessoas que nos irritam. Hoje, li este artigo (link em inglês) sobre o escritor inglês Lewis Carroll. Carroll é famoso por ter escrito “Alice no País das Maravilhas”, uma das minhas obras prediletas da literatura inglesa. Mas ele era um escritor prolífico, com muita experiência em se comunicar pela palavra escrita. O artigo trata de um folheto que o Carroll escreveu chamado “Oito ou Nove Palavras Sábias sobre Escrever uma Carta”. Seus conselhos devem ser considerado para quem quer colocar Provérbios 12:16 em ação, principalmente nestes dias de e-mail, Facebook, e Whatsapp. Por isso, sumarizo alguns aqui:

Se a carta é uma resposta a outra carta, começa por ler aquela outra carta por completo, a fim de lembrar exatamente o que é você tem que responder. Muitas cartas infelizes surgem quando alguém responde rápido demais.

Quando você escreve uma carta que você acha pode irritar o seu amigo, mesmo sendo necessário, aguarde um dia antes de enviá-lo. E depois, leia novamente e imagine que você está recebendo a carta, e não enviando.

Se seu amigo escrever alguma palavra severa, ou ignore, ou faça com que a sua resposta seja claramente menos severa: e se ele escrever alguma palavra amigável na tentativa de se desculpar pela pequena diferença que há entre vocês, que sua resposta seja mais amigável ainda.

Não procure ter a última palavra. Deixe o assunto morrer, sem se preocupar se isso vai parecer para o outro que perdeu o argumento.

“Não se repete. Quando você já disse tudo sobre um assunto para um amigo, sem convencé-lo, deixe o assunto morrer.”

Intervalo Musical

Sem comentários…

Um Presente Desprezado, parte 6: Podemos entender nossa necessidade por misericórdia se pensamos bem…

dadUm Presente Desprezado é uma série de artigos do Pr. Harold Comings, pai do Pr. André, na qual ele aborda os assuntos de evangelho, graça e misericórdia. Artigo original no inglês, traduzido pelo Pr. André
As Escrituras exigem que corações arrependidos desejem a misericórdia de um Deus santo, contra quem temos nos rebelado. Não tem nada a ver com os nossos direitos auto-proclamados, mas tudo a ver com os seus direitos autênticos. Quando Deus criou o homem à sua imagem, sua intenção era de que devemos destacar bem o seu caráter e aplaudir a sua glória. Era e é seu direito como o nosso criador que esperar isso.

Imagine que VOCÊ esteja no volante. Imagine que JESUS esteja no meio-fio. Imagine que o CARRO seja DELE.

Podemos entender essa mentalidade. Alimentamos o mesmo desejo em nossos próprios corações. Nós esperamos que algo que compramos funcione como deveria. Esperamos que algo emprestado seja tratado com respeito e devolvido em boas condições. Esperamos que as pessoas tenham consideração a nós simplesmente porque nós existimos.

Podemos entender outra coisa também. Quando a coisa comprada não funcionar, quando a coisa emprestada esteja arruinada e a conta não acertada, quando o motorista nos encharca enquanto nós estamos no meio-fio, experimentamos uma reação impensada de raiva que facilmente se transforma para se irar. Esta é uma parte do nosso desejo caído de querer brincar de Deus. Somente Ele tem a capacidade de ficar justamente enraivecido , e a autoridade para demonstrar esta raiva na sua ira. E ele faz.
Deus não expressa essa raiva e ira à base da nossa finitude (“Eu sou apenas humano”). Sua raiva não tem a ver com “erros” de imaturidade. Trata-se de traição – traição destrutiva, irreverente contra aquele a quem devemos a nossa existência.
Deus não está procurando desesperadamente pessoas para amá-lo. Ele tem deliberadamente chamado, e está decididamente buscando entre a multidão de traidores aqueles que clamarão por misericórdia e restauração ao seu Reino. Quanto àqueles que não irão buscá-lo …

Momento Ebenézer: O que você sabe sobre Josué?

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Neste domingo os que estiveram presentes na EBD fizeram este pequeno teste sobre a vida de Josué. Muitos disseram que aprenderam algo que não sabiam.

E você? Faça o teste, e depois confira as suas respostas com as respostas corretas nos comentários. Depois deixe um comentário com o resultado. NÃO VALE OHLHAR NA BÍBLIA ATÉ DEPOIS DE RESPONDER TODAS!

1. Qual foi o nome do pai d Josué? Num
2. Josué era de qual tribo das 12 tribos de Israel?
3. Qual foi o nome original de Josué?
4. Que significa o nome “Josué”?
5. Quem, no novo testamento, tem o mesmo nome de Josué?
6. A primeira batalha de Josué foi contra quem?
7. Junto com Josué, qual foi o outro espião que deu uma reportagem boa da terra prometida?
8. Quantas vezes Josué e o povo de Israel marcharam ao redor de Jericó?
9. Qual foi o nome da segunda cidade conquistada por Josué?
10.  Quantos anos Josué tinha quando morreu?

Café com André 03/02/2015

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Geralmente, nestas conversas, procuro manter algum tema, ou alguma linha de pensamento entre os assuntos apresentados. Hoje, porém, vai ser diferente. Os assuntos são bem…digamos…diversos, do absurdo até ao sublime.

Primeiro, o absurdo.

Lembrem daquele “casal” lésbico que interrompeu um culto evangélico um tempo atrás? Pois bem, as duas estão sendo processadas pela igreja por ter impedido a adoração. Espere…errei…as duas estão processando a igreja, pedido 2 milhões de reais em indenização!

Qualquer juiz que tenha…digamos…juízo vai expulsar as duas da tribunal com mais rapidez do que foram expulsas do culto. Resta saber se o juiz vai ter o juízo. Se não, você pode esperar que isso aconteça muito mais–e igrejas serão forçadas a escolher: ou tolerar tamanha exibição, ou pagar 2 milhões de reais.

Diante disto…

…é muito importante que os líderes da igreja tenham sua cabeça feita quanto ao ensinamento bíblico. Nos EUA (porque é que tudo que é ruim vem de lá?) um pastor de uma “mega-igreja” disse que um “vento divino” o influenciou a aceitar homossexuais praticantes como membros da igreja (link em inglês). Creio que que foi outro tipo de vento.

Por isso, um artigo recente de Peter Mead (link em inglês) se torna bastante importante. Trata se de 10 dicas para pastores, e creio que podem servir para qualquer pessoa em qualquer posição de liderança na igreja:

1. Conheça a Deus.

2. Seja uma pessoa da Bíblia, não uma pessoa de “assuntos”.

3. Determine a nunca ser um “ladrão de glória” (não roubar a glória que pertence a Deus).

4. Aprende a discriminar o “feedback”.

5. Não permite que a sua capacidade na homilética (habilidade de comunicar a palavra) tomar o lugar de consciência bíblica e teológica.

6. Não deixe que o seu perfil de ministério ande mais rápido do que o seu caráter.

7. Seja pro-ativo, mas não auto-promocional.

8. Aprenda a ler com sabedoria.

9. Não faça a jornada sozinho.

10. Tenha uma conversa constante com Deus.

Agora, para o sublime.

Vejam as fotos da selva tomando conta de uma prisão abandonada na Guiana Francesa. O artigo é em inglês, mas as fotos são fantásticas. Vendo a criação de Deus acabar com uma estrutura que uma vez manteve os homens em cativeiro, não tive como não pensar nesta passagem.

Bonus Round: para as pessoas que–como eu–tenham dificuldades em se manterem organizadas, estas fotos talvez sejam de grande ajuda.

Intervalo Musical

Através dos séculos, os grandes filósofos tem debatido a questão: “é possível ter saxofone demais em um só lugar?”

Creio eu que a resposta é, definitivamente, não.

Momento Ebenézer: Viagem Missionária para Bom Gosto

O nosso trabalho missionário em Bom Gosto (comunidade de Morros) continua a todo vapor. Confiram algumas fotos da nossa última viagem, realizada no dia 24 de fevereiro.

As fotos foram tiradas pela irmã Regianne, diretora de mídia social da Ebenézer. Você encontra mais fotos e notícias na nossa página de Facebook.

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Crianças no culto infantil.

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A equipe instrumental se prepara para o culto.

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Poliana, a primeira pessoa de Bom Gosto para completar uma lição do curso Fonte de Luz, junto com Jadson, diretor do curso.

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Uma viagem ao Bom Gosto quase sempre inclui tempo para desfrutar da criação de Deus no rio.

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A equipe de evangelismo, antes de partir para a visitação.

Um Presente Desprezado, parte 5: Misericórida? De jeito nenhum!

dadUm Presente Desprezado é uma série de artigos do Pr. Harold Comings, pai do Pr. André, na qual ele aborda os assuntos de evangelho, graça e misericórdia. Artigo original no inglês, traduzido pelo Pr. André

A graça não é atraente quando ligado com misericórdia. Livre? Claro. Não-merecida? Bom…tudo bem. Exigindo uma admissão de culpa diante de um Deus santo? De jeito nenhum! Esta rejeição soberba de misericórdia coloca o homem em um dilema.

Primeiro – o homem despreza a admissão de sua necessidade. No Éden, depois de transferir a culpa a sua esposa, Adão permaneceu em silêncio em resposta à repreensão de Deus. Caím, quando confrontado por seu ato de assassinato, desprezou qualquer pedido de misericórdia, alegou vitimização e reclamou sobre a gravidade de sua sentença.

Em segundo lugar – o homem, de má vontade, reconhece estar à mercê dos elementos. Através da história, Deus tem usado os elementos para confrontar o homem com a sua necessidade de misericórdia. A primeira demonstração evidente desta ira foi a catástrofe dos dias de Noé. A objeção de ciência filosófica para o modelo de um dilúvio global tem, em sua base, a exposição de misericórdia necessária. Não, tsunamis não são o derramamento revelado da ira de Deus; porem, eles nos lembram que ira um dia será derramada.

Finalmente – embora o homem levanta o punho contra qualquer necessidade da misericórdia de Deus, ele vai reivindicar para si o poder de reter a misericórdia de seu companheiro. Isto, também, é o caminho de Caim que injustamente confrontou Abel, injustamente o dominou e impiedosamente o sujeitou a “bullying” até à morte. Avisos freqüentes da Escritura contra raiva, ira e malícia expoem o desejo do homem de intimidar os outros com suas próprias exigências pessoais para a justiça.

Se queremos a graça, devemos buscar a misericórdia. Se reconhecermos a nossa necessidade de misericórdia, isto deveria ter um impacto sobre nossos relacionamentos com Deus e os homens. Este é o ponto que Paulo fez em Romanos 12: 1-2. Na parábola dos dois devedores, Jesus identificou a falta de misericórdia como o uso injusto do músculo ou autoridade contra outro por uma pessoa que se esqueceu de sua própria necessidade de misericórdia em face do juízo merecido.

Café com André 28/01/2015

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Bom dia! Muitos assuntos de interesse hoje.

Primeiro, vamos voltar no tempo para os dias do Antigo Testamento

Mais especificamente, para as guerras do Antigo Testamento. Sabemos que os guerreiros de Davi, Saúl, e Nabucodonosor usaram arco e flecha. Mas neste vídeo (via o blog 22 Words) nos mostra como foi feito, e como estas armas “primitivas”, nas mãos de pessoas habilitadas, podiam ser devastadoras.

E já que estamos no modo “histórico”, uma coisa especialmente para o grupo de louvor.

Todos que lidam com música sabem dos nomes dados aos tons da escala: Do Re Mi Fa Sol La Si Do. Mas, você sabia porque essas sílabas, e de onde vieram?

Este artigo (em inglês) explica: na idade média (suposta era das trevas, onde o povo vivia na escuridão promovido pelo “atraso do cristianismo”) foi escrita um hino sobre a vida de João Batista.

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Notem na imagem que as sílabas destacadas conformem às notas da escala. E assim nasceu a escala como nós conhecemos. Mais tarde “Ut” foi trocado por “Do”, porque é mais fácil cantar, e foi acrescentado o “Si” para completar a escala.

Este vídeo apresenta a música original:

Hoje, todos os músicos, desde os orquestras clássicas até bandas de reggae, utilizam estas marcações de escala. Mais um exemplo mostrando que a cultura ocidental é devedor ao cristianismo–e também mostrando que a era das trevas não era tão escura assim.

Não que tudo era beleza na Idade Média…

De fato, uma das grandes tragédias do cristianismo aconteceu junto com a conversão de Constantino. A Igreja, por ter uma posição de privilégio, virou um meio de alcançar poder, e então entraram muitos falsos profetas atrás deste poder. Essa “Igreja de Poder” existia ao lado da “Igreja de Piedade” (nomes dados pelo excelente historiador Rodney Stark) até que a corrupção se generalizou, e Deus proporcionou a Reforma Protestante.

Mas os falsos profetas não pararam com a reforma. De fato, toda igreja local precisa estar de olho para determinar se há algum falso profeta querendo influenciar–e na cultura evangélica em geral existem muitos falsos profetas chamando nossa atenção.

Como distinguir um falso profeta? Dan Phillips, um dos autores do excelente blog Pyromaniacs, fez uma lista comprida de “sinais vermelhos” de um falso profeta. Reproduzo alguns destes sinais aqui:

* Ele parece ser mais entusiasmado sobre “áreas cinzas” ou supostas lacunas da Bíblia do que os fundamentos, que são cristalinos. (contraste com I Cor. 15)

* Ele parece semear dúvidas sobre ensinamentos bíblicos, mas não sobre seu próprio ensinamento. (Col. 2:18, I Tim. 1:4)

* O evangelho é, no melhor dos hipóteses, um “adendo”. (contra I Cor. 1:17)

* O efeito proposital das suas apresentações é que as pessoas acabam pensando muito sobre ele, e poco do texto, e o Deus que é visto através do texto (Gal. 4:17)

* A pergunta “nós estamos em que versículo, mesmo?” é difícil responder (Is 8:20)

Obs: Para ilustrar este ponto, dê uma olhada neste vídeo e faça a pergunta a cima. (fonte)

* Ele é sempre o herói das suas ilustrações pessoais (II Cor. 4:5).

* Pessoas que odeiam a Deus e a lei de Deus gostam bastante dele e de sua pregação (Lucas 6:26).

E aí…surgiram alguns nomes na sua mente ao ler esta lista parcial?

Voltando à corrupção que entro na igreja na Idade Média…

Aristides-of-Athens…é importante ressaltar que os pais pós-apostólicos afirmaram com consistência e fidelidade as doutrinas básicas da nossa fé. Veja, por exemplo, esta afirmação de um tal de Aristides,  um filósofo grego que se converteu ao cristianismo. Se trata de um trecho de uma carta que ele escreveu ao imperador romano Adriano no ano 125:

Os cristãos, então, traçam o início de sua religião a Jesus, o Messias; e ele é chamado o Filho do Deus Altíssimo. E diz-se que Deus desceu do céu, e de uma virgem hebraico assumiu e vestiu-se com a carne; e o Filho de Deus viveu em uma filha do homem. Isso é ensinado no evangelho, como é chamado, que pouco tempo foi pregado entre eles; e você também se você vai ler nele, pode perceber o poder que lhe pertence. Este Jesus, então, nasceu da raça dos hebreus; e ele tinha doze discípulos, a fim de que o propósito da sua encarnação pode vir a ser realizado. Ele, porém, foi perfurado pelos judeus, e ele morreu e foi sepultado; e eles dizem que depois de três dias ele se levantou e subiu ao céu (Apol. 2). (fonte, em inglês)

Como de costume, vamos encerrar este Café com André com música!

Escolhi este vídeo por dois motivos. Primeiro…saxofone. Segundo, a música “Somewhere Over the Rainbow” (Em Algum Lugar Alem do Arco Iris) representa a busca da humanidade para a esperança, e a futilidade de qualquer esperança fora Jesus Cristo.

Aproveitem:

Um Presente Desprezado, Parte 4: Sola Misericórida

dadUm Presente Desprezado é uma série de artigos do Pr. Harold Comings, pai do Pr. André, na qual ele aborda os assuntos de evangelho, graça e misericórdia. Artigo original no inglês, traduzido pelo Pr. André

As primeiras gerações da Igreja especificaram três pressupostos que seriam rapidamente esquecidos. Essas hipóteses foram:

Sola Scriptura – por escritura apenas podemos conhecer a Deus e o caminho da salvação.
Sola Gratia – somente pela graça é que a salvação dada.
Sola Fide – pela fé somente é que a salvação recebida.

Nos dias da Reforma mais dois pressupostos foram codificados, uma vez que tinha deixado de ser pressupostos.
Solas Christus – somente por Cristo é que a salvação fornecido.
Soli Deo Gloria – Para a Glória de Deus sozinho é que a salvação realizada.

Nestes dias, precisamos de outro:

SOLA MISERICORDIA: Por misericordia somente é que a salvação fornecido.

Cristianismo fundamentalista evangélico pode ser culpado de uma generosidade não autorizada que tem obscurecido o pressuposto bíblico da necessidade enfática por misericórdia.

Nós aceitamos bem a graça, em termos de receber de coisas boas como o amor e um “plano maravilhoso para a nossa vida”. Nós não temos problema com perdão quando entendida como esquecimento que remove a nossa obrigação. Nossa cultura “cristã” tornou-se confortável com a idéia de que, uma vez que Deus é um Deus de amor, ele tem se colocado realmente em nossa dívida. Ele nos deve graça e perdão. Para receber esses presentes é um favor a ele. Na verdade, podemos negociar os termos e exigir que ele nos satisfaça com alguns pedidos de perdão dEle para nós. No entanto, ao inserirmos a urgência bíblica da necessidade desesperada de misericórdia, o nosso entusiasmo começa a se desfazer; e isso é bom.

Se alguns pontos foram perdidos no tricô do tecido do Evangelho em nossos corações, desfazer é necessário. A ausência da ênfase bíblica na misericórdia é uma omissão crítica. Deixar de corrigir esse ponto e toda a peça, um dia, será lançada fora com um ominoso, “Afasta de mim. Nunca vos conheci.”

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