Igreja Batista Regular Ebenézer

"Até aqui nos ajudou o Senhor!"

Conferência na Paraíba sobre Implantação de Igrejas

Há três semanas tive o privilégio de pregar para os irmãos batistas regulares dos estados de Paraíba e Rio Grande do Norte. O local foi um belo acampamento próximo à cidade de João Pessoa.

Os pastores, missionários, e obreiros de Paraíba e do Rio Grande do Norte.

Os pastores, missionários, e obreiros de Paraíba e do Rio Grande do Norte.

O tema que foi me dado foi “Implantação de Igrejas”–assunto bem próximo ao meu coração. A seguir você pode baixar os esboços das três mensagens que preguei. Como a maioria dos meus esboços, são bem resumidos. Estou aguardando o áudio das mensagens, que fará que os esboços tenham mais sentido.

Primeira mensagem: Os filisteus e a necessidade da implantação de igrejas.

Segunda mensagem: Jonatas e a mentalidade que impulsiona a implantação de igrejas.

Terceira mensagem: Saul e a mentalidade que impede a implantação de igrejas.

Café com André, 14/05/2015

Construção, uma conferência em outro estado, e uma variedade de outros fatores conspiraram para que demorasse tanto entre nossos “cafés da manhã”. Mas, agora, sem demora, vamos fazer uma ligeira viagem pelo mundo…

De olho nos EUA

Vamos começar com o meu país de origem. Ha muito tempo lamento a falta de novos missionários saindo do meu país para o mundo. Uma pesquisa recente demonstra um dos motivos desta grande falta: uma queda assustadora no número de pessoas que se identificam como evangélicos, de uma geração para outra. (link em inglês)

Um dos resultados da pesquisa:

Denominações cristãs são prejudicados pela mudança de geração–cada grupo sucessivo é menos conectado que seus pais–e por “cambio” em todas as idades, mostra o relatório. Enquanto aproximadamente 86 porcento de americanos dizem que foram criados cristãos, perto de um em cinco (19 porcento) afirmam que não são mais.

Em outras palavras, a falta de missionários norte-americanos pode ser diretamente ligada à falta de crentes norte-americanos.

De olho em ISIS

O islam, porem, está aparentemente em ascensão, e isso devido à covardia do mundo ocidental em geral. O grande Rodrigo Constantino descreve muito bem essa covardia num artigo recente na Revista Veja. (link em português) Vale a pena ler a peça toda.

De olho no Vaticano

Exibição “A” da covardia moral contra o terror islámico, o Vaticano reconhecendo um estado palestino–que não existe. (Link em inglês). Diante disto, a gente quase fica com saudades do tempo das cruzadas.

Quase.

De olho em Hollywood

De vez em quando, a indústria de filmes apresenta uma verdade bíblica…sem querer, é claro. Eu e meus filhos temos curtido bastante a série de filmes dos vingadores, e seus “satélites”–principalmente o Homem de Ferro. No site Liberate (link em inglês) o Paul Dunk explica a condição humana através deste personagem, interpretado por Robert Downey Jr.

Após os Vingadores serem “separados feito algodão doce,” o inocente Capitão América e o gênio bilionário filantropo-playboy Tony Stark trocam palavras no enquanto cortam lenha. Tony parece ter uma opinião baixa da antropologia: todo mundo tem um lado escuro e ele não confia em pessoas que não sabem que tem.

Desde a primeira aparição de Robert Downey Jr como Tony Stark em 2008, eu me tornei um fanboy sem remorso do Homem de Ferro. É provavelmente porque a honestidade de Downey sobre as batalhas com seus próprios demônios faz a linha onde Robert termina e Tony começa incrivelmente embaçada, e, assim, sua interpretação se torna incrivelmente convincente.

Uma opinião alta da antropologia humana nos convence de que as pessoas são inerentemente bom e é a sociedade que corrompe a nossa inocência. Já que o problema está fora de nós, a solução está dentro de nós. Procuramos no fundo do nosso coração, encontramos o nosso campeão interior e, em seguida, o liberamos.

Uma baixa visão da antropologia humana sugere o oposto. O problema está dentro de nós e a solução está fora de nós. Não podemos olhar para dentro e nos salvar. Precisamos de um Salvador fora de nós para nos salvar. Este ponto de vista é ofensivo para alguns, mas essa é a linha que a Bíblia toma. Marcos registrou uma observação interessante em seu Evangelho que Jesus fez sobre a condição humana:

Os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores”.

De olho em Marte

A NASA bateu as primeiras fotos de um por-de-sol no planta Marte…e é azul. Confira. (link em português)

De olho em São Luís

Quem me conhece sabe que apoio o direito de cada cidadão “do bem” se defender do mal. Também sabe que sou fã do Sampaio Correia. Estes dias, o craque da Bolívia Queria, o Pimentinha, nos deu uma lição em como isso funciona. (link em português)

De olho em nossos corações

Você já questionou a sua salvação? O pastor e autor Kevin de Young oferece três sinais da salvação genuína. (link em inglês)

Resumo os três aqui:

1. O sinal teológico. Você crê unicamente e totalmente em Jesus, ou está confiando em outra coisa para a sua salvação?

2. O sinal moral. Você vive uma vida caracterizada por retidão, ou alimenta algum pecado?

3. O sinal social. Você vive em comunhão com os crentes de uma igreja local?

De olho na música

Vejam esta composição do grande J. S. Bach, que pode ser tocada de frente pra trás e de trás pra frente…simultaneamente!

Um Presente Desprezado, parte 9: Não se trata de biscoitos roubados

dadUm Presente Desprezado é uma série de artigos do Pr. Harold Comings, pai do Pr. André, na qual ele aborda os assuntos de evangelho, graça e misericórdia. Artigo original no inglês, traduzido pelo Pr. André

Uma terceira hipótese que torna a ira de Deus contra os pecadores difícil de entender é a noção de que o inferno tem a ver com os tipos de e números de atos cometidos.
Promovemos este erro quando falamos a uma criança que roubar um cookie faz dele um pecador, e os pecadores vão para o inferno. A declaração é uma meia verdade. A mentira está no cookie. Nós não somos pecadores porque pecamos. Nós pecamos porque somos pecadores. É essa diferença que faz a ligação com a realidade do inferno.
O estado final de julgamento é chamado um Lago de Fogo e, talvez, o esforço mais frequentemente dado a descrevê-lo é de uma queda livre solitária por meio de um mar de chamas. No entanto, duas considerações devem ser abordadas, não em um esforço para tornar o Lago de Fogo menos do que ele é, mas para avaliar o nosso conceito e compreender a sua ligação com o pecado.
Em primeiro lugar, estamos a lidar com um escritor hebraico descrevendo o que vê. A visão é real, mas as mentes hebreias podiam ver um pasto verdejante, com um caos de flores e descrevê-la como uma terra que mana leite e mel.

A segunda consideração tem a ver com o nome dado ao Lago de Fogo – Geena. Este era um lugar desprezível de abominação fora da cidade de Jerusalém, nos dias de sua apostasia flagrante. Era um lugar de sacrifícios humanos aos ídolos pagãos equiparadas à Tophet em Isaías 30:33 e está graficamente esboçado em Isaías 66:24 como uma extensão de cadáveres fumegantes e em chamas. É um depósito de lixo, não de montanhas de jornais descartados, embalagens de produtos, e lixo eletrônico em chamas, mas de seres humanos estragados por suas próprias escolhas – um mar de rebeldes que se sacrificaram a se mesmos e aos seus filhos para o serviço de traição contra o seu Criador.

O Lago de Fogo tem nada a ver com os tipos e números de atos de maldade cometidos. Não se trata de roubar biscoitos. Trata-se de corações fixados em roubar o direito de Deus de ser adorado e obedecido. Curiosamente, tem uma relação especial com o com a utilização das nossas línguas. Trata-se de um desprezo fundamental para Deus, o Qual interfere com o esforço do homem para justificar tanto o bem como o mal na busca de sua própria divindade. E é este desprezo fundamental que torna a ideia de clamar por misericórdia inaceitável.

Café com André 06/04/2015

Feliz dia depois da páscoa!

Vamos começar o dia hoje ouvindo esta mensagem do primeiro ministro da Grã Bretanha (legendado em português):

Impressionante, no clima anti-cristão de hoje, ouvir o líder de um país declarar que é um país “cristão”. Mais impressionante ainda dado o multiculturalismo da Inglaterra atual.

Mais impressionante, considerando o que está acontecendo hoje nos EUA, país que uma vez se considerava “cristão” também.

O que está acontecendo nos EUA? Obrigado por perguntar…

Pizza, flores, e casamento gay

Vou resumir a história aqui. A muito tempo empresas pequenas, cujos proprietários são cristãos, vêm sendo ameaçados no país por grupos pro-gay. Em específico, empresas como confeitarias e estúdios de fotografia estão sendo feito alvos por negarem participar de “casamentos” homossexuais.

Alarmados com esta nova tendência, legisladores no estado de Indiana passaram uma lei que procurava oferecer algum tipo de proteção aos cristãos. O movimento gay–apoiado por algumas grandes empresas–caiu em cima do estado, e os legisladores foram forçados pela “opinião pública” de voltar atrás.

No meio desta briga, um reporter numa pequena cidade de Indiana entrou numa pizzaria (link em inglês) e começou a perguntar aos donos–evangélicos–sobre sua posição na questão. Ao afirmar que, se forem chamados para fazer um casamento gay (uma pizzaria!), eles teriam que recusar, a reporter levou esta afirmação ao ar. Dentro de horas a ira e ódio do movimento gay no país enteiro se manifestou contra a pequena pizzaria, ao ponto que eles precisavam fechar.

Este episódio demonstra os limites da tolerância dos que se chamam tolerantes. É mais ou menos assim:

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“As suas crenças parecem intolerantes, então vamos lhe queimar na fogueira.”

Mas, alguém pode perguntar: que mal faz um cristão prestar serviços a um casamento gay? Quero deixar com vocês as palavras do grande Doug Wilson (link em inglês)

As profissões em questão, então, as profissões do campo de batalha atual, são as profissões que glorificam. São as profissões que dizem no seu cartão de visita que “fazemos o seu evento brilhar.” Esses são os fotógrafos, os floristas, os padeiros, os fornecedores, os cineastas, os designers gráficos. Nosso trabalho é glorificar o que você está fazendo. O problema é causado quando as pessoas exigem que usam deste conhecimento para um evento que é perfeitamente terrível. É como levar o seu chimpanzé para a esteticista, e depois culpar a esteticista para os resultados.” (tradução minha)

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E não se enganem, após ganhar a batalha das confeitarias e pizzarias, irão partir para o próximo algo, as igrejas. E isso não sou eu que estou dizendo…são eles. Veja esta citação de um artigo que apareceu na semana passada no New York Times (link em inglês). O autor, um homossexual, cita um “teólogo” chamado Gushee:

Religião conservadora cristã é o último baluarte contra a plena aceitação de pessoas LGBT.

E, por isso, os líderes evangélicos devem ser

 obrigados a tirarem a homossexualidade da lista de pecados.”

Agora, vamos deixar de lado, por enquanto, a ideia de que são os “lideres evangélicos” que são responsáveis para a inclusão ou exclusão de uma atividade na lista de pecados. Meu problema é com a palavra “obrigados”. Isso é nada mais, nada menos do que um afronto aos princípios fundamentais da civilização americana.

Sou norte americano, e tenho muito orgulho da nossa história, principalmente da revolução contra a tirania que existia Inglaterra, na qual antepassados meus lutaram. E sei que, atualmente, a coisa não é muito melhor por lá.

Porem, dado a opinião publicada no New York Times que os pastores devem ser obrigados a pregar o que a opinião publica diz, e o vídeo que coloquei no início do primeiro ministro da Grã Bretanha…

…de repente, esta música me parece um pouco mais atraente:

Um Presente Desprezado, parte 8: Os hábitos do pecado não desaparecem no outro lado da porta de granito.

dad Um Presente Desprezado é uma série de artigos do Pr. Harold Comings, pai do Pr. André, na qual ele aborda os assuntos de evangelho, graça e misericórdia. Artigo original no inglês, traduzido pelo Pr. André

Antes de olharmos para o terceiro pressuposto que nos torna desconfortável com a realidade do Inferno, precisamos falar um pouco mais sobre a falsa esperança de uma segunda chance após a morte. Jesus abordou esta questão em Lucas 16: 19-31. Vamos ter um pouco mais a dizer sobre este relato em um artigo futuro. Meu interesse aqui é o que Jesus diz sobre a atitude de um homem que aguardava a realização da sentença final.

As circunstâncias são claras.

1. O homem estava em tormento.

2. Seu clamor para misericórdia foi motivado pela dor, não pelo arrependimento.

3. Ele não pediu para ser levado para o outro lado.

Em vez disso, ele queria que o ex-mendigo, Lazarus, a ser enviado para aliviar sua agonia. Sendo um homem rico e de posição e poder na terra, ao que parece o seu desejo de ter o privilégio de ser servido não havia mudado. A menos que a pessoa tem uma nova natureza em Cristo, os hábitos do pecado não desaparecem no outro lado da “porta de granito”.

Como não conseguiu alguém da classe servil para atender suas necessidades, ele queria que ele fosse enviado para avisar seus irmãos. Mas adverti-los de que? Abraão viu a dedicação do homem à falsa suposição de que a experiência existencial é a base de escolhas certas.

Abraão: Eles têm Moisés e os profetas, ouçam-nos.

Homem em tormento: Não, pai Abraão, mas se alguém for ter com eles dentre os mortos, hão de se arrepender.

Abraham: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, eles não vão ser persuadidos ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.

O objetivo da Lei é para expor o pecado e destacar a necessidade de arrependimento, de misericórdia e de mudança. Arrependimento baseado em milagre ao invés da verdade é superficial na melhor das hipóteses. Tal é a nossa dedicação ao pecado que mesmo alguém que vem de volta dos mortos não a mude. Isso exige um novo nascimento gerado pelo Espírito Santo de Deus.

Você já passou por esse novo nascimento?

Café com André 27/03/2015

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Hoje, nosso “cafezinho” vai consistir em várias citações interessantes que encontrei em diversos lugares.

Primeiro, um aluno de matemática um tanto…criativo

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Após tentar responder, o aluno coloca “Jesus é sempre a resposta.” E o professor responde “Não para esta pergunta.”

Que trouxe a minha mente esta citação do Galileo Galilei:

“A matemática é a língua pela qual Deus escreveu o universo.”

Então, de certa forma, o aluno acertou.

Que me fez lembrar desta afirmação de um certo cientista agnóstica (trabalhou com a NASA para colocar um homem na lua) chamado Robert Jastrow:

“Para o cientista que tem vivido pela sua fé no poder da razão, a história termina como um pesadelo. Ele escalou as montanhas da ignorância; ele está prestes a conquistar o pico mais alto; e quando ele se levanta por cima da pedra final, ele é cumprimentado por um bando de teólogos que estiveram lá há séculos.”

E outra de Jastrow:

“Agora vemos como a evidência astronômica sustenta a visão bíblica da origem do mundo. Os detalhes diferem, mas os elementos essenciais dos relatos astronômicos e bíblicos de Gênesis são os mesmos: a sequência de eventos que conduziu ao homem começaram de repente e de forma imediata num momento definido de tempo, numa explosão de luz e energia.”

A próxima citação é para a “bancada evangélica” na política:

“Sempre fico com pé atrás quanto aos políticos que falam ‘estou me candidatando porque Deus me falou que era para eu me candidatar.’ Minha opinião, como cidadão, é ‘Quando Deus me fala para eu votar em você, estaremos na mesma página.'”

E quem falou isso? Ninguém mais do que o Ted Cruz, candidato evangélico (batista) para a presidência norte-americano.

Finalmente, uma citação do grande G. K. Chesterton que expressa, perfeitamente, a minha filosofia de vida:

“Uma sala sem livros é como um corpo sem alma.”

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Por que não falo em línguas (série completa)

Muitos já sabem que eu (Pastor André) gravo vídeos de vez em quando para a edificação da igreja e dos demais irmãos que por acaso assistam. Os vídeos são gravados de forma informal, dentro do meu carro, e carregam o nome “Reflexões pelo Caminho”.

Recentemente abordei a prática pentecostal do dom de línguas. Acho este assunto de suma importância para a igreja de hoje, uma vez que esta prática tem dominado a cena evangélica brasileira.

Gravei a última parte ontem, e coloco todas aqui para a conveniência do leitor.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Café com André: 24/03/2015

2e5b7b6cae1e407185891891dcc7674aOs assuntos aleatórios de hoje:

Rei Lear ou Babilônia

Um amigo meu postou um discurso no Facebook recomendando que os crentes não assistem à novela Babilônia. O discurso é do pastor Hernandes Dias Lopes, e vale a pena a leitura.

O que me interessou nos comentários do link no “Face” foi a insinuação que ler a obra clássica de Shakespeare “Rei Lear” seria a mesma coisa que assistir a novela Babilônia…pois os dois apresentam situações familiares “não tradicionais”.

É esse tipo de “equivalência moral” que forma o alicerce dos argumentos dos anti-cristãos de hoje. Eis a minha resposta:

Sério? Comparar Rei Lear com Babilônia? A diferença é óbvia (alem, é claro, de um ser obra clássica de teatro, e outro uma novela de segunda categoria). O Shakespeare não está, de forma alguma, nos recomendando a vida familiar do Rei Lear. De fato, quem lê a obra pensa “graças a Deus que minha família não é assim”. Por outro lado, a Rede Globo está claramente fazendo propaganda do estilo de vida homosexual. Assim eu, como pastor, não tenho dificuldade nenhuma em dizer para a minha congregação “Leia o Rei Lear para aumentar seu conhecimento da literatura, da cultura, e da civilização ocidental…e ao mesmo tempo, evite a Babilônia, pois é propaganda enganosa, e a vida é curta demais para passar assistindo este tipo de lixo.”

E falando em “equivalência moral”…

Estou cansado de ter que aturar–cada vez que os islamistas cometem uma nova atrocidade–a noção que “os cristãos também fizeram coisas ruins.” E, graças a Deus, eu não sou o único. O autor Larry Taunton, num artigo no jornal americano USA Today (original em inglês) expressa o mesmo sentimento, coloca o assunto na sua devida perspectiva. Alguns trechos do artigo:

Suspeita-se que atacar ao cristianismo cabe bem numa agenda doméstica. Sim, o cristianismo não é apenas o rival global principal do islamismo, é uma barreira à visão social da esquerda cultural americana (aborto e casamento gay).

Que a revista [Charlie Hebdo] zombava do Maomé todos sabemos, O que é menos conhecido é que entre 2005 e 2015, a revista dedicou 38 capas a representações obscenas e ofensivas de religião ou figuras religiosas. Destas, 21 eram do cristianismo, enquanto somente 7 alvejaram o islã. Porem, estas sete capas resultaram em dois atentados terroristas de 16 pessoas mortas. Se os cristão fossem verdadeiramente tão violentos quanto aos muçulmanos, haveria no mínimo seis ataques cristãos contra o Charlie Hebdo.

É claro que não há equivalência. As religiões não são iguais. Islã é uma religião que se define pela lei. Em nenhum lugar o Alcorão ordena que os muçulmanos vivem em paz com os não-muçulmanos. O cristianismo, pelo contrário, é uma religião que se define pela graça. Seu fundador, Jesus Cristo, a modelava e profetizava que alguns iam matar em nome de Deus. Mas, ele acrescentou, “farão tais coisas porque não conheciam nem o Pai, e nem Eu.” (João 16:2-3)

E quando pensa que já ouviu o argumento mais ridículo…

…se depara com um homem que acha que ser ateu não deve lhe impedir de ser pastor. (original em inglês)

No artigo ele nega todas as crenças mais básicas do cristianismo, e depois solta esta pérola:

Não gosto quando me falam que não sou verdadeiramente cristão.

Não é de se surpreender que o lema da “igreja” dele é “traga seu próprio deus”.

As vezes as palavras não servem…

Facepalm Girl

Um Presente Desprezado, parte 7: Não se trata de uma segunda chance

dadUm Presente Desprezado é uma série de artigos do Pr. Harold Comings, pai do Pr. André, na qual ele aborda os assuntos de evangelho, graça e misericórdia. Artigo original no inglês, traduzido pelo Pr. André

O segundo pressuposto que tenta as pessoas a alterar a verdade da Bíblia sobre o inferno é que almas perdidas serão arrependidas depois que morrem.

É claro que este pressuposto se constrói sobre a primeira hipótese, que, no fundo, todo mundo quer ir para o céu. A dificuldade, queremos crer, é que faltam informações. Por isso, logicamente, quando descobrem como é o Céu realmente, eles vão passar por uma mudança radical de coração. Sendo esse o caso, o Deus justo e amoroso vai certamente dar-lhes uma segunda chance.

O problema é a noção de que o “lado bom” de uma pessoa vai vencer nos “portões de pérolas.” Ingenuamente, aceitam a fantasia de si creditar com bondade, e ao mesmo tempo culpar a Deus e outros para o seu “lado mal”. Na verdade, o “bom” que  praticam é um resquício corrompido da sua origem como seres criados à imagem de Deus; e sua dedicação à escuridão do mal é limitada pela interferência contínua do Espírito Santo, e pelo motivo de acomodar seu intuito de “brincar de Deus” em uma comunidade de “brincantes de Deus.”

Retire o Espírito Santo da equação e as pessoas se afastam cada vez mais longe da luz da bondade, porque esta tende a dificultar-lhes mais do que servi-los. Mais especificamente, nós por natureza, amamos as trevas, e não há nada que indique que vai mudar quando somos confrontado com santa bondade em todo o seu esplendor. Assim, o homem não regenerado em morte é confrontado com dois infernos. Falar de uma segunda oportunidade é inútil se não houver mudança de coração sobre o “direito” de abraçar o mal.

Uma vez que nada será permitido no reino que é dado para o mal, e uma vez que o coração não regenerado ama seu mal demais para se separar dele, o clamor do coração dos perdidos no final vai ser: “Que as pedras caem sobre nós e esconder -nos do Rei “. Sim, irão dobrar o joelho, mas será como inimigos vencidos aguardando a execução da sentença contra eles. Seu punho ainda será fechado.

Café com André 12/02/2015

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Vamos começar nossa conversa hoje entrando logo com os dois pés. Vejam este gráfico que apareceu na minha linha do tempo esta semana:

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Vamos pensar sobre ésta “versão” dos eventos.

1) Não sei se a pessoa pensou que este pensamento fosse original, mas não é. A ideia de ver Satanás como vítima de um Deus malvado é tão velha quanto…bem…quanto a rebelião de Satanás.

2) Vamos falar sobre Deus. Ele é o maior Ser no universo, infinito, existindo além do tempo e da matéria, cujo poder não tem limites, a não ser os que são postos pelo seu próprio caráter (Ele não pode mentir, não pode criar uma pedra que Ele mesmo não consegue levantar, etc). Sendo assim, não existe nem a possibilidade remota de Ele ser “inseguro de si”.

3) O Deus descrito nas Escrituras não precisa formar um “clubinho” só para os amigos, já que existe plena comunhão entre as três pessoas da Trindade. A existência dos anjos (e a nossa) é puramente para a sua glória–não por causa de alguma espécie de solidão da parte dele.

4) Arrogância consiste me achar mais do que os outros. No caso de Deus, Ele não se acha maior do que os outros. Ele é maior do que os outros. Todos os outros.

5) O Deus que criou os anjos tem o direito de exigir certos comportamento deles, da mesma forma que você quer que algo que é seu (ou que você comprou, ou que você fez) funcione do jeito que você quer.

6) Com certeza você se sentiria totalmente justificado em dizer “minha casa, minhas regras”. E porque não? Mas você vai dizer que Deus não pode? E depois vai acusar Deus de ser “arrogante”?

Próximo?

Palavras Cruzadas

Na semana passada, o presidente norte-americano Barak Obama assistiu a um evento anual nos EUA, “The National Prayer Breakfast” (mais ou menos “Café Nacional de Oração), onde líderes religiosos e políticos do país se reúnem para falar sobre temas de fé, e orar pelo país. No seu discurso, Obama fez a seguinte declaração sobre as barbaridades do grupo ISIS:

Vemos o ISIL, uma seita brutal da morte que, em nome da religião, comete atos de barbarismo horríficos–aterrorizando minorias religiosas…sujeitando as mulheres a estupro como arma de guerra, e vestindo o manto de autoridade religiosa por tais atos. (tradução minha)

Até aí tudo bem. Mas as suas próximas palavras causaram uma polémica tremenda no país:

E para não subirmos num pedestal ao pensarmos que esse tipo de coisa é singular para algum outro lugar, lembrem-se que, durante as Cruzadas e a Inquisição, pessoas cometeram atos terríveis em nome de Cristo.

Esta afirmação deixa qualquer um de boca aberta. Representa não somente um entendimento equivocado das Cruzadas (e até da Inquisição), mas demonstra uma fraqueza de liderança contra a maior ameaça dos nossos dias–o terrorismo islâmico.

Primeiro, alguns pontos sobre as Cruzadas e a Inquisição:

* As Cruzadas aconteceram num contexto de mais de 400 anos de agressão islâmico na Europa. Veja ao gráfico deste vídeo:

* No início da primeira cruzada, houve um grupo de cavalheiros “avulsos” e camponeses, membros da chamada “Cruzada do Povo”, que atacaram comunidades judias na Europa e mataram muitos. Porem, o Papa Urbano II e toda a liderança da Igreja condenou isto nos termos mais fortes, e sempre quando puderam os bispos deram refúgio aos judeus —fato ignorado nos dias de hoje.

* A civilização islâmica daquela época não era pacífica, nem avançada. Os cavalheiros da primeira cruzada eram capazes de derrotar exércitos muito maiores do que eles por causa de sua tecnologia mais avançada (ex. a balestra), e a desunião entre os as forças islâmicas. Muito se fala da brutalidade dos soldados europeus (e houve), mas nada se compare com a brutalidade dos muçulmanos.

* Quanto à Inquisição–com certeza um capítulo terrível na história–matou 3,000 pessoas ao longo de três séculos. Isso chega a ser 10 pessoas por ano, ou seja, menos uma vítima por mês. No dia 11 de setembro de 2001, em um dia morreram um número quase igual, vítimas do “jihad” islâmico.

Com tudo isso, talvez a melhor resposta ao presidente foi feito pelo Bobby Jindal, governador do estado de Louisiana:

A ameaça medieval cristã está sob controle, Sr. Presidente. Por favor encare a ameaça islâmica de hoje.

Com tudo isso, talvez a pior parte do discurso do presidente foi esta:

Eu creio que o ponto de partida da fé é a dúvida.

Os irmãos da Ebenézer irão entender logo o erro desta frase. Como diz o escritor norte-americano Al Mohler, “Presidentes fazem péssimos teólogos.”

Ufa…depois de tudo isso, está na hora de um

Intervalo musical

Que tal uma musiquinha brasileira para acalmar os nervos?

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